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Lavoura de trigo requer controle precoce de plantas daninhas

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O trigo e os demais cereais são semeados em altas densidades. A forma de controle mais comum é o uso de herbicidas, porém somente o uso destes produtos não dispensa outras práticas culturais como a rotação de cultura.

A cultura do trigo deve permanecer livre de plantas daninhas indesejáveis, principalmente nos primeiros 30 dias, período este considerado como uma fase crítica de competição, conforme orienta o engenheiro agrônomo Edimar Oswald. “De maneira geral, controle de plantas daninhas até o fechamento da cultura é o suficiente para evitar quedas na produtividade”, complementa.

No entanto, inicia-se o controle antes mesmo do plantio, por meio da limpeza das máquinas e equipamentos, utilizando sementes fiscalizadas ou certificadas isentas de sementes de espécies infestantes, controlando a permanência e frutificação das invasoras em terraços ou mesmo dentro da lavoura. Uma boa semeadura que possibilite o desenvolvimento rápido e consequentemente um bom fechamento, resulta também em lavouras com elevado poder de competição e menos sensíveis a interferência de plantas daninhas.

Além disso, o controle das plantas daninhas realizado por meio de controle químico deve levar em conta o desenvolvimento da cultura e das invasoras e as condições climáticas, para que haja uma melhor eficiência de controle.

Tratamentos em que são utilizados herbicidas hormonais, em que o herbicida 2,4-D pertence, devem ser realizados na fase de perfilamento (estágio de 4 folhas até o 1º nó visível), em que o trigo apresenta melhor tolerância. O uso desses herbicidas antes dessa fase pode causar enrolamento das folhas de trigo, ou deformação nas espigas em formação quando aplicados após o perfilamento (início da elongação). Em lavouras cujas vizinhanças existem culturas de folhas largas, frutíferas e hortas, é indicado não usar esses produtos para evitar possíveis efeitos fitotóxicos.

Também pode-se realizar o manejo das plantas daninhas de folhas largas e estreitas com outros princípios ativos.

O volume de calda recomendada para pulverização de herbicidas de pós-emergência no trigo é de 100 a 200 l/ha. Na presença de ventos fortes (+ de 10km/h) e de geadas, não aplicar herbicidas, para evitar perdas por derivas ou não funcionamento desses compostos. Também é preciso tomar cuidado para não aplicar herbicida pós emergente quando ocorrer períodos de estresse hídrico, de umidade relativa do ar inferior a 50% e de temperatura do ar igual ou inferior a 10 ºC, pois nessas situações a eficiência dos herbicidas é prejudicada.

“Deste modo, o controle de plantas daninhas não pode mais ser encarado como um problema pontual de uma só lavoura, mas sim de um sistema produtivo”, finaliza Edimar.

Qualquer dúvida a respeito da aplicação e escolha do herbicida, entrar em contato com a assistência técnica da Copagril mais próxima.

Fotos: Divulgação

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