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Seguir o programa de vacinação reflete em resultados para toda cadeia de produção de suínos

12/07/2021

Seguir o programa de vacinação reflete em resultados para toda cadeia de produção de suínos

A vacinação é uma das ferramentas mais importantes para o controle e prevenção de diversas doenças que acometem à suinocultura atual. A implantação de um correto programa de vacinação favorece a redução do uso de antimicrobianos por toda a cadeia produtiva, além minimizar perdas por redução de desempenho ou mortalidade dos animais.

O protocolo de vacinação é iniciado nas leitoas recém chegadas na granja, sendo repetida a aplicação 21 dias após a primeira dose. Fêmeas e leitoas também recebem o protocolo vacinal que tem duas finalidades mais importantes:

1) As vacinas reprodutivas, que são realizadas antes da cobertura das fêmeas, que irão assegurar a proteção da gestação;

2) As vacinas feitas em fêmeas gestantes, que tem por finalidade formar anticorpos que posteriormente serão passados para os leitões no momento da mamada do colostro.

“Para que isso ocorra corretamente, os manejos realizados durante o parto, como o auxílio da mamada dos leitões, são de suma importância para que eles adquiram a imunidade passiva via colostro garantindo sua proteção de forma imunológica e nutricional”, explica a médica veterinária do Fomento Suíno da Copagril, Thamires Allue Dantas.

Conforme a profissional, para que os níveis de anticorpos necessários sejam transferidos da matriz para os leitões por meio do colostro, e que esta imunidade passiva tenha a duração esperada de 6 a 8 semanas de vida do leitão, é muito importante que seja realizada uma correta aplicação e para isso, deve-se seguir a orientação técnica para a data ideal da vacinação.

O armazenamento das vacinas é um item de especial atenção para que ocorra a efetividade na imunização. As vacinas devem ser mantidas refrigeradas em local exclusivo com temperaturas entre 2 °C e 8 °C, sendo que, durante o transporte dessas vacinas até as granjas, devem ser armazenadas em caixas de isopor com gelo específico até o momento da aplicação.

“Para a execução das vacinas é fundamental agitar o frasco antes de iniciar os procedimentos e seguir as orientações técnicas do fabricante. A via de aplicação mais utilizada é a via intramuscular e o local indicado para a aplicação é na região muscular atrás da orelha dos animais”, descreve Thamires, que também comenta sobre a diferença no tamanho das agulhas de matrizes e leitões, sendo 40x12 em matrizes e 13x09 em leitões.

A aplicação deve ocorrer de forma correta para garantir a eficácia, além de evitar a formação de abcessos no local da aplicação. Deve-se realizar a contenção adequada dos leitões, segurar um animal por vez para que a realização correta das vacinas.

No sistema de integração de produtores cooperados da Copagril, os protocolos de vacinação são realizados por meio de equipes terceirizadas. “Esse manejo colabora com a dinâmica das granjas e o efetivo controle de vacinação. Isso porque essa metodologia, seja de período semanal ou de banda, tem o objetivo de garantir os intervalos corretos das doses e nas idades corretas, bem como agilizar o manejo do dia a dia do pessoal que trabalha nas granjas”, explica Adriana Nogueira, que também é médica veterinária da equipe do Fomento Suíno Copagril.

“É possível ver nitidamente quando o animal foi vacinado e pegou direito. A vacinação das matrizes reflete nos leitões, que vemos aqui na UPD mesmo, mas a vacinação nos leitões só vai ter efeito visível lá na frente. É uma cadeia com resultado a longo prazo de todos, em todas as granjas e etapas”, reforça Marcia Maria Pellenz, que é responsável pela maternidade Granja Tigrinhos, do cooperado César Scherer. Unidade Produtora de Leitões (UPD) com aproximadamente 2 mil matrizes, localizada na Linha Tigre em Dois Irmãos (Toledo/PR).

As vacinas utilizadas para os leitões são Circovírus, Mycoplasma hyopneumoniae, Streptococcus suis e Haemophilus parasuis. Adriana destaca que respeitar o intervalo entre doses das vacinas realizadas nos leitões é extremamente importante e atualmente, o protocolo vacinal dos leitões da Copagril acontece em duas fases, sendo a primeira delas nas UPDs aos 21 dias de vida e a segunda dose nas Creches aos 42 dias de vida.

“A primeira dose deve ser em dias específicos, pois, dependendo do agente contido na vacina, se o leitão for muito novo, poderá ocorrer interferência da imunidade que foi passada da mãe para o leitão, reduzindo ou mesmo inativando a eficácia vacinal. E se for realizada muito tardiamente, o leitão já pode ter sido exposto ao agente e a resposta vacinal também não será atingida”, explica a médica veterinária Adriana que, de mesmo modo, reforça sobre o cuidado com a segunda dose, a qual precisa ser realizada no dia estipulado devido ao intervalo entre as doses. Sendo um período curto e de suma importância para atingir o pico de resposta vacinal, que é responsável pela proteção do animal ao decorrer de sua vida.

Leandro José dos Santos é gerente da granja do cooperado Ademar Hofstetter no Km 41 em Toledo, a qual é integrada no sistema de Creche. Leandro trabalha com a esposa Daniele Welter Wolfart e conforme comentam, a vacinação correta colabora com todo o trabalho. “Os reflexos da vacinação são observados em todo, em uma melhora em todo o processo relacionado à saúde dos animais, desde o manejo diária até as questões respiratórias dos suínos, que é uma situação comum na atividade”, relata Leandro. O casal trabalha na granja, que regularmente aloja 7.500 leitões no período de creche.

“Pode-se perceber que vários fatores estão atrelados ao sucesso da vacinação nos suínos, e que a falha de qualquer um destes pode levar a uma menor resposta vacinal e então à desproteção do leitão para determinadas doenças”, completa Adriana.

Para um processo de vacinação de sucesso, a equipe técnica da Copagril trabalha para monitorar as vacinas até o momento da aplicação, assim como em ajustar as melhores idades dos animais, para ter a máxima eficácia da vacina. “Mas para o êxito total desse processo, é preciso de toda a atenção e cuidado dos produtores como os animais, identificando-os de acordo com a idade ao parto nas UPDs e de acordo com o dia de chegada nas creches, para que a vacina seja feita no animal e dia correto. Com a soma dessas ações teremos um plantel mais saudável e com melhor desempenho no campo”, reforça a médica veterinária Thamires.

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