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Manejo de pragas e vetores é no dia a dia da granja

19/01/2021

Manejo de pragas e vetores é no dia a dia da granja

Quando o suinocultor Vandrei Besen é perguntado sobre que tipo de controle de pragas e vetores realiza na granja, a resposta é rápida: “o normal, aquilo que fazemos no dia a dia”. E realmente essa deve ser a melhor resposta, porque representa um trabalho regular que se tornou parte da rotina, mostrando a seriedade e responsabilidade no manejo da granja, no cuidado com os animais e com as instalações.

A propriedade é na Linha Santo Ângelo, em Curvado no município de Marechal Cândido Rondon, com alojamento médio de 1500 animais na modalidade terminação, onde Vandrei trabalha com o apoio dos pais Tarcisio e Nair. Entre as ações de manejo, a granja se destaca no controle de pragas e vetores. “Usamos as iscas para roedores, controlando na lista e sempre de olho em todo o espaço. Temos mais de 50 caixas distribuídas entre os três galpões”, explica o cooperado.

A médica veterinária da Copagril, Thamires Allue Dantas, explica que o trabalho de controle de pragas e vetores é fundamental para manter a higiene do local, as pessoas e os animais saudáveis e consequentemente fornecer produtos de qualidade e seguros aos consumidores. “As granjas são locais susceptíveis à presença de pragas devido à grande quantidade de alimento e água disponíveis, ao fácil acesso, além de diversas opções de abrigo. O controle deve iniciar pelos procedimentos de boas práticas implantados e cumpridos, visando prevenir ou minimizar a presença, a atração, o acesso, o abrigo e a proliferação de insetos, roedores, pássaros e animais de estimação”, descreve a profissional.

Ela lembra que o controle de pragas, como moscas, baratas e insetos deve ser uma prática constante e que, além destes, há o controle de vetores, que são possíveis contaminantes externos, com destaque para pássaros e animais de estimação. “O controle das pragas é fundamental e deve fazer parte do dia a dia, mas o produtor também precisa estar atento a esses vetores. Os pássaros têm um grande deslocamento, passando por várias áreas e propriedades, de onde carregam nas patas, assas e fezes, possíveis contaminantes para os animais da granja”, descreve Thamires ao comentar sobre o uso da tela para pássaros, contribuindo para o isolamento das instalações e que deve ser verificada regularmente. “Assim como todas as telas laterais e possíveis pontos de acesso de pragas, as telas para pássaros também precisam estar em dia, cada detalhe é importante para o bom desempenho sanitário do lote”, complementa.

No caso dos animais de estimação, Vandrei explica que não há acesso nas granjas. “Nossa granja é certificada, temos cerca em todo o perímetro e mantemos os portões sempre fechados, evitando que os cachorros circulem pela área”, comenta o produtor. “Evitar que animais de estimação entrem nas granjas é muito importante, porque eles circulam em vários locais, vão até outras propriedades e podem, desse modo, trazer contaminantes para dentro da granja, causando doenças e infeções nos suínos”, explica a médica veterinária da Copagril.

A equipe Copagril acompanha e orienta sobre o manejo no controle de pragas e vetores, na foto a médica veterinária Thamires Allue Dantas e o cooperado Vandrei Besen

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Os 4 As

Para o combate às pragas e vetores, o produtor precisa estar atento aos quatro principais fatores que propiciam a proliferação de pragas urbanas, conhecidos como os “4 As”: Acesso, Água, Alimento e Abrigo.

“O acesso é qualquer ponto onde as pragas podem acessar. Frestas em portas, paredes, janelas e cercas, espaços sob telhas e demais pontos devem ser analisados. A água é fundamental para os seres vivos, e mesmo as pragas não podem resistir sem água. Algumas são bastante resistentes e ficam um bom tempo sem, mas elas sempre estão em busca, então deve-se ter atenção aos pontos de acumulo de água. O alimento é o atrativo principal, por isso é importante cuidar com o desperdício e manter os locais sempre limpos. E claro, o abrigo, onde podem se esconder e proliferar, podem ser entulhos, armários abertos e outros espaços que facilitam a infestação de pragas”, complementa Thamires.

Na edição 116 da Revista Copagril há mais informações sobre os “4 As” e o controle de pragas. A edição online está disponível no site Copagril, em www.copagril.com.br.

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Moscas

Um dos vetores que comumente é associado à atividade suinícola é a mosca, um inseto que pode causar grandes prejuízos, principalmente quando a infestação aumenta, e isso ocorre nos períodos mais quentes e úmidos do ano. Elas disseminam doenças através das patas, asas, abdome e fezes. Ainda provocam stress permanente nos animais e por conseguinte queda na produtividade, aumento no custo com tratamentos e menor rentabilidade para o produtor.

“As moscas são normalmente correlacionadas à atividade de produção de suínos, mas na verdade quando o controle for adequado e todas as medidas tomadas conforme orientações técnicas este não é um problema grave. Claro que não podemos dizer que serão totalmente eliminadas, mas quando o manejo da propriedade estiver adequado, a praga será devidamente controlada. Um exemplo é o correto manejo e vedação da composteira”, comenta Thamires ao ressaltar o manejo correto
na Granja Besen.


*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 118 (outubro/novembro/dezembro). Você pode conferir o conteúdo original em: https://www.copagril.com.br/revista/88

**Conteúdo produzido com a colaboração do Fomento Suínos Copagril.

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