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Controle de dados na suinocultura

16/11/2020

Controle de dados na suinocultura

Há 50 anos, quando os produtores de suínos da região Oeste do Paraná, fundaram a cooperativa Copagril, não podiam imaginar o desenvolvimento dessa história. E durante toda essa trajetória, o mundo evoluiu e junto com ele a Copagril e os modos de produção, assim como o modelo de trabalho e gestão da propriedade rural, que está cada vez mais tecnificado e digital. Um reflexo é o trabalho com suínos, que hoje tem normas de sanidade e manejo de alto padrão, para atender um mercado consumidor cada vez mais exigente, e assim, cada ação de manejo deve estar devidamente acompanhada e registrada, de modo que possa refletir em eficiência produtiva e melhores resultados.

Uma boa gestão depende de boas informações e a excelência na capacidade de tomar decisões com base em informações consistentes, entender os problemas antes de agir e combater desperdícios. Na suinocultura isso também é possível por meio do valor da gestão estruturada, extraindo o máximo possível de resultados, indicando os caminhos para o crescimento, explica a zootecnista do Fomento Suínos da Copagril, Jéssica Juliane Sulzbach.

“O controle de informações zootécnicas é fundamental dentro das granjas, para mensurar resultados e assim tomar decisões para melhorar seus índices produtivos. A granja é avaliada como um todo e o resultado final dela é um só, porém cada animal dentro da granja é único e tem um resultado que influencia o número final”, revela a profissional da equipe Copagril. Ela também ressalta que saber o que acontece individualmente com cada animal permite ações quem podem ser imediatas ou a longo prazo, “ação que só é possível se tivermos o histórico do animal por meio de ficha individualizada”.

E o histórico da granja é a peça-chave para o controle de informação. Esses dados devem ser coletados, planilhados e acompanhados para uma gestão eficaz. O produtor pode usar fichas de papel e/ou cadernos, ou então, para maior efetividade, controle e capacidade gerencial, pode usar sistemas digitais, que são programas e softwares em computadores e que atualmente também oferecem integração com o celular via aplicativos. Ou seja, as informações de saúde, nutrição, produção e reprodução dos animais são castradas digitalmente e então ficam armazenadas e disponíveis para uso e pesquisa em qualquer momento.

Os associados de São Clemente, em Santa Helena, Leandro e Marisa Vivian, estão na atividade de suinocultura há quase 20 anos e desde os primeiros anos já passaram a contar com sistemas digitais de controle. Hoje os dados zootécnicos e financeiros da granja estão todos disponíveis online (via nuvem),de modo que podem acompanhar os resultados em qualquer lugar e momento, gerenciando as atividades na propriedade com foco nos melhores resultados. “Queremos atingir o máximo de produção e por meio do sistema digital é possível ter maior controle da produção, ter os dados de longo prazo arquivados e disponíveis facilmente. Assim acompanhar e verificar se os resultados são satisfatórios”, explica Marisa, que fala sobre o controle de informações desde que os animais chegam à granja até a saída. “Temos um histórico detalhado de cada animal e o sistema colabora para avaliar e selecionar os melhores”, complementa.

Ela também lembra que o controle e o uso do sistema ajudam no trabalho dentro da propriedade. “Com os dados em mãos conseguimos apresentar ao funcionário mais informações e assim ele também pode ver como estamos e o que podemos fazer”, comenta Marisa ao falar do painel de indicadores zootécnicos que está disponível dentro da granja e pelo qual os funcionários também acompanham os dados e histórico do sistema.

As informações do sistema são apresentadas no painel de indicadores zootécnicos, que fica disponível para acompanhamento da equipe de trabalho.


O uso do sistema também é um aspecto reforçado por Leandro, ele lembra que “o que não se mede, não se administra” e por isso todos os dados da granja são encarados como informação e oportunidades. “Não devemos olhar apenas como problemas que conseguimos mensurar, mas encarar como oportunidades para melhorar”, revela o produtor. Ele também observa que por meio das informações o manejo vai melhorando e assim também as metas, “observamos as oportunidades e assim temos objetivos mais detalhados, para resultados cada vez melhores”, completa.

O registro detalhado do manejo apresenta grandes benefícios ao produtor em relação ao manejo, que incluem consumo de ração e medicamentos, desempenho e reprodução, entre outras variáveis do manejo, mas também colabora na gestão financeira e organizacional da granja.

“Assim como as informações dos animais, também temos o acompanhamento de entradas e saídas, desta forma podemos acompanhar e gerenciar a relação de custos e resultados”, diz Leandro.

Leandro acompanha as informações do sistema pelo computador ou celular e pode acessa-las de qualquer lugar


Mão na massa

A zootecnista Jéssica, que acompanha a Granja Vivian (Leandro e Marisa),reforça que não basta somente ter fichas de identificação ou mesmo um sistema de controle zootécnico se os mesmos não são preenchidos corretamente. “Quanto mais informações e quanto mais corretas, mais assertivos seremos na hora de tomar decisões dentro da granja”.

E a afirmação é reforçada por Leandro, segundo ele assim como tratar os animais e limpar a granja, hoje, atualizar o sistema é prática padrão. Ele ainda vai além, compara o sistema de gestão como “o patrão” da granja, explicando que isso se deve porque o sistema atualizado e gerido adequadamente gera dados e travas (alertas) de manejo que, quando apresentam inconsistências, são imediatamente identificadas e podem ser corrigidas adequadamente.

Contudo, tanto Leandro como Marisa, reforçam que além do sistema, o trabalho da equipe é fundamental. “A equipe de trabalho na granja é a peça principal, eles estão incluídos no processo de informação e formação, só assim a atividade é viável. Eles que atualizam e fazem o sistema funcionar, na contraparte o sistema contribui para melhorar o processo e os resultados”, completam os cooperados Copagril.

A zootecnista da Copagril, Jéssica Juliane Sulzbach, acompanha Marisa e Leandro nas atividades da granja Vivian



*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 117 (julho/agosto/setembro). Você pode conferir o conteúdo original em: https://www.copagril.com.br/revista/87

**Conteúdo produzido com a colaboração da área do Fomento Suínos Copagril.

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