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Produtor alerta nos dias frios

14/08/2020

Produtor alerta nos dias frios

Quando chega o período mais frio do ano, com ele também chegam os dias de mais atenção e cuidado no manejo dos animais no campo. Os produtores da Copagril, integrados no sistema de produção de aves sabem bem disso, uma vez que a equipe técnica reforça regularmente sobre as ações no cuidado com as aves, especialmente nos dias de temperaturas mais baixas.

E a preocupação está bem-fundamentada, afinal, as pesquisas mostram que as aves que passam frio estão mais propensas aos desafios sanitários, ou seja, mais suscetíveis às doenças e quando são acometidas, também sofrem mais. Quem explica é o médico veterinário da equipe técnica do Fomento Aves da Copagril, Ricardo Parcianello, o qual também reforça que as temperaturas baixas causam estresse nos animais e também estão relacionadas a imunossupressão, ou seja, reduzem a atividade ou eficiência do sistema imunológico, por isso são mais afetadas por doenças. “As aves, nos 20 primeiros dias de vida, não têm capacidade de regulagem da temperatura corporal, assim, ficam mais propensas ao clima do ambiente”, explica.

Para o alojamento é indicado o uso de 1/3 do aviário para a pinteira, totalizando 25 pintainhos por bico de nipple, isso para concentrar o calor, diminuindo a dispersão e gerando mais eficiência com o aquecedor. “Assim como ter uma atenção para as zonas de condensação, nuvens de calor, ventilação mínima e ventilação forçada”, diz o profissional da Copagril ao reforçar sobre as práticas de manejo como distribuição de cortinas, uso e disposição de canos para aquecedores, ventilação adequada ao sistema e temperatura (convencional ou darkhouse),atenção à concentração de amônia - que em altas concentrações prejudicam o desenvolvimento das aves - e em especial às condições da cama. “Uma cama seca, aquecida adequadamente e manejada corretamente fará grande diferença para o bem-estar do animal”, complementa Ricardo.

E quem sabe bem dessa diferença é o produtor André Fiedler, que tem sua propriedade em Sanga Guilherme, interior de Mercedes. A rotina de alojamento já começa um dia antes da chegada dos pintainhos, quando os aquecedores são acionados para preparar o ambiente, deixando a temperatura ideal para as pequenas aves. Conforme relato do André, as ações de pré-alojamento, entre elas temperatura adequada, cama seca, preparos de cortina e alimentação, resultam em efeitos que serão observados mais a frente, no desenvolvimento das aves. “Com o manejo da cama no intervalo e os procedimentos corretos para um clima agradável para a ave no alojamento podemos perceber um arranque melhor no crescimento dos frangos”, comenta o produtor, que também destaca sobre a atenção dada para a curva de temperatura na evolução do lote, conforme orientação da Copagril.

Ventilação

A ventilação é fundamental para a renovação do ar ambiente e deve ser devidamente manejada. O tipo de ventilação é relacionado ao modelo do aviário, a disposição dos animais e o espaço de concentração do alojamento, de modo a ser eficiente, mas sem prejudicar o aquecimento e a manutenção do calor dentro do aviário, explica o médico veterinário da Copagril.

Na propriedade, André trabalha com a ventilação mínima e também com ventilação de transição, normalmente em ciclo de 300 segundos, mas lembra que está sempre atento à eficiência, controlando e mantendo um fluxo adequado, de modo que seja uma corrente acima das aves e não diretamente sobre elas.

Nos primeiros dias

Com a temperatura adequada e água fresca para beber, agora é a hora de olhar para alimentação. Conforme orientação da equipe Copagril, nas primeiras horas após o alojamento é interessante fazer o “teste do papo”, o qual poderá indicar as condições de alimentação e o desenvolvimento intestinal das aves.

“Dentro das primeiras 24 horas após a chegada dos pintainhos é indicado o teste do papo. Se ele estiver flácido indica que está só bebendo água, papo duro indica que está comendo ração, mas não bebendo água. O ideal é um papo que chamamos de consistência de massa”, explica Ricardo.

Os procedimentos de alojamento e cuidados com as temperaturas mais baixas são adotados atentamente pela equipe na propriedade do André, onde ele conta com o apoio dos empregados Álvaro Pedroso do Santos, Kelli Rejiane de Souza, Djego Kuehlkamp, Laís Kuehlkamp e João Vitor Rauber. “Podemos dizer que além da minha, são mais três famílias que estão relacionadas à atividade. É uma grande responsabilidade e por isso cada detalhe faz muita diferença”, ressalta André, que ainda acrescenta, “precisamos estar sempre disponíveis para novos conhecimentos e o diálogo é muito importante para identificar as melhorias. Tenho um bom diálogo com a minha equipe e também com a equipe da Copagril e essas são as palavras-chaves: diálogo e informação”.

Água

Mesmo nos dias frios, deve-se manter a atenção com a água dos aviários e seguir com as estratégias de flushing, uma vez que a temperatura da água ideal é abaixo dos 24 °C e quanto mais fresca, melhor, comenta Ricardo. “O ambiente quente tende a esquentar também a água, por isso as técnicas de flushing são tão importantes nessa etapa, uma vez que a água quente segura o consumo da ração, e por conseguinte, o desempenho das aves” diz ele ao lembrar da cloração ideal, entre 3 e 5 ppm, e muita atenção à vazão e distribuição dos bicos para evitar pontos de umidade na cama.


*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 116 (maio/junho). Você pode conferir o conteúdo original em: https://www.copagril.com.br/revista/86

**Conteúdo produzido com a colaboração da área do Fomento Aves Copagril.

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