notícias

Programa suíno certificado traz melhorias ao modelo de produção

24/03/2020

Programa suíno certificado traz melhorias ao modelo de produção

Para quem não conhece o padrão atual de produção suína pode até parecer estranho, mas essa reportagem começou com banho e troca das roupas, tudo para poder acessar a granja de suínos, ou como é conhecida popularmente e erroneamente: o chiqueirrão. Isso mesmo que você entendeu, é preciso tomar banho para trabalhar com os suínos.

Essa é uma das medidas de biosseguridade implementadas pela Copagril em seus produtores integrados certificados e que já está funcionando na propriedade da família do Arlei Sauer, na Linha Wilhelms em Marechal Cândido Rondon. Ele, a esposa Salete e os filhos Lucas e Thalia cuidam da propriedade e dos mais de 5 mil suínos alojados por lote no sistema de creche.

A zootecnista Liliane Maria Piano, trabalha junto aos cooperados da Copagril com foco nas ações de certificação das granjas. “A suinocultura é uma atividade que exige dedicação em todas as etapas da produção. Desde as Unidades Produtoras de Leitões, passando pelas creches e terminações, os animais devem ter asseguradas condições básicas para se desenvolverem e apresentarem adequados índices produtivos, atentando para o bem-estar animal e a biosseguridade, garantindo assim resultados econômicos satisfatórios”, explica.

A Portaria Nº 265, de 17 de setembro de 2018, publicada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) “considerando a necessidade de regulamentação de itens mínimos de biosseguridade para mitigação de riscos e melhoria da proteção das granjas quanto à introdução e disseminação de agentes infecciosos causadores de doenças” visa “estabelecer a biosseguridade mínima para estabelecimentos que produzem suínos para fins comerciais”.

As ações a serem implantadas e cumpridas nas Unidades Produtoras de Leitões, Creches e Unidades de Terminação em todo o Paraná estão relacionadas ao cenário agropecuário nacional. A declaração do Paraná como Estado livre de Febre Aftosa sem vacinação, a presença da Síndrome Respiratória Reprodutiva no Uruguai e recentes casos de Peste Suína Africana na China e Peste Suína Clássica na região nordeste do Brasil denotam a urgência em proteger o rebanho comercial de suínos do estado.

“A Copagril desenvolve planos de ação junto aos produtores, orientando e esclarecendo dúvidas na adequação das granjas em relação à Portaria Nº 265. A equipe técnica elaborou um plano de ação que especifica em detalhes a construção da cerca de isolamento das granjas, a tela de isolamento dos galpões, a localização do escritório, vestiário, embarcadouro, armazenamento de ração e insumos, a câmara de compostagem e esterqueira, o controle de pragas, a qualidade da água e o controle de visitas, dentre outros”, descreve a zootecnista ao esclarecer sobre o suporte oferecido pela Copagril aos seus integrados do fomento suinícola.

“O objetivo de aplicar os planos de ação é auxiliar os produtores a adequarem as granjas o quanto antes, pois a Portaria Nº 265 está em vigor desde 20 de novembro de 2019 e também agilizar a certificação das granjas para o Programa Suíno Certificado Frimesa”, completa.

Podem-se considerar as adequações solicitadas pela Adapar, como a primeira etapa para a certificação. Quando os suinocultores cumprem os itens do plano de ação para a biosseguridade, a segunda etapa é a participação de treinamentos, para todas as pessoas que tem relação com a granja. A etapa seguinte é a limpeza e organização interna das granjas, com separação e destino adequado de lixo e materiais recicláveis além de organização e identificação de materiais e estruturas. Por fim, a quarta etapa é o registro e a guarda de planilhas e documentos, os quais precisam ser arquivados por um período de três anos na granja e estar disponíveis para conferência dos fiscais da Adapar e dos auditores da Frimesa.

A Copagril, visa adequar toda a sua cadeia produtiva de suínos com vistas ao atendimento da Portaria que preconiza a biosseguridade das granjas, bem como atender à exigência da Frimesa, a qual busca qualidade do produto final, que chega ao consumidor e também a abertura de novos mercados para exportação, com ampliação da atividade e melhoria da renda dos suinocultores. Além disso, a Copagril tem como missão industrializar e comercializar produtos com excelência, satisfazendo as necessidades das pessoas e tem como política da qualidade e segurança de alimentos, a melhoria contínua na produção de alimentos seguros, cumprindo a legislação e conservando o meio ambiente.

Suíno Certificado

A Frimesa implantou em 2012, o Programa Suíno Certificado Frimesa, cujos pilares abrangem as questões sanitárias, de bem-estar animal, biosseguridade, rastreabilidade, proteção ao meio ambiente e a segurança do trabalhador. “O Programa surgiu para atender a demanda do consumidor. O padrão de consumo e exigência com o produto está diferente e para o futuro imaginamos que a tendência é afunilar. Também há preocupação com a padronização dos produtos, criar os animais de forma padronizada para no frigorífico ter um produto uniforme. Temos também a biosseguridade na questão de proteção dos nossos planteis, temos exemplos de doenças gravíssimas ocorrendo na China, onde estão eliminando rebanhos inteiros e inviabilizando a atividade para vários produtores, por isso temos que prevenir. Isso era um pensamento que já tínhamos há mais de 10 anos e é uma situação que está ocorrendo neste momento, então estamos um passo a frente, adiantando todo nosso sistema produtivo para estarmos protegidos”, descreve o Andrei Dietrich, do Programa Suíno Certificado.

A certificação é um programa de qualidade voltado para a granja. “É uma padronização na forma de prozuir dentro das possibilidades do produtor. Isso traz maior organização, ambiente de trabalho melhor e com o passar do tempo o produtor acostuma-se e não quer voltar para o sistema antigo, inclusive refletindo nos resultados melhores”, complementa Dietrich.

O check-list de certificação contempla aproximadamente 100 itens de avaliação, “mas não necessariamente todos estão por fazer, muitas vezes até 80 desses itens já estão prontos. Não é um novo molde de fazer, é organizar a granja de acordo com o manejo que ela já faz”, diz Dietrich.

Na granja

Arlei lembra que nos primeiros dias foi estranho para se acostumar com o modelo de tomar banho e todas as medidas adotadas de controle e identificação, mas já está acostumado “e agora é só manter aquilo que já fizemos”, revela o produtor que já está no 3º lote em andamento no sistema certificado.

“Isso é muito bom para nós porque diminui o risco de doenças. Na nossa granja e também em todo o sistema de produção da suinocultura”, descreve Arlei. A esposa Salete também aprovou as mudanças, lembra que houve muito trabalho, mas depois da certificação ficou mais fácil. “Agora apenas precisamos manter aquilo que já fizemos. Até o trabalho ficou mais fácil”, comenta Salete.

O médico veterinário da Copagril, Huillian Zecchin – que trabalha na assistência técnica e acompanha a produção da família Sauer, descreve que houve um comprometimento dos produtores em realizar a certificação e também na manutenção do status, o que é importante para o controle de biosseguridade e resultados de produção. “A Copagril acompanha e presta a assistência técnica ao produtor e ele, por sua vez, comprometido com a produção conquista os resultados positivos que refletem em toda a cadeia e em especial para o produto e consumidor final, que vai ter a certeza da alta qualidade da nossa produção”, completa.

*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 114 (janeiro/fevereiro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

Fotos:


Família do Arlei Sauer, na Linha Wilhelms em Marechal Cândido Rondon, juntamente com a esposa Salete e os filhos Lucas e Thalia

Outras Notícias:


Sede Administrativa
Rua Nove de Agosto, 700
Marechal Cândido Rondon - PR
CEP: 85960-000

Fone: (45) 3284-7500 -
Redes Sociais
SAC
Copyright® Copagril - Todos os direitos reservados - Política de Privacidade Produzido por BRSIS