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Avicultura 4.0 com novas possibilidades de produção

20/03/2020

Avicultura 4.0 com novas possibilidades de produção

Em um mundo cada vez mais tecnológico, gerido pelos avanços em automação, inteligência artificial, internet das coisas, tecnologia cloud, acesso remoto, uso de sistemas e aplicativos para celulares, os modelos de produção não ficaram para trás. A avicultura, do mesmo modo, segue pelo caminho da inovação, da alta produtividade e tecnificação do manejo. Onde a busca é por mais qualidade e uniformidade nas aves e por mais segurança e sustentabilidade ao produtor.

Vivemos no momento que é considerado como a quarta evolução da indústria e com ela também está alinhada a evolução da avicultura. Chegamos à Avicultura 4.0!

Mas afinal, como um termo pode alterar uma proposta de produção? Para começar, vamos analisar o termo: a Avicultura 4.0 está relacionada ao contexto e terminologias derivadas da evolução industrial, alinhada ao que é chamada de Industria 4.0, que “começou a ser utilizado a partir de um momento que se olhou para trás e identificou as mudanças pelas quais o mundo passou. Começou com a Revolução Industrial, que foi chamada de Industria 1.0, com modelo de produção mecânica e entre eles o uso do vapor no processo. No século XIX é o que chamamos de Indústria 2.0 de produção em massa, principalmente com o uso da eletricidade e a divisão dos processos e mão de obra. No século XX temos o modelo de produção automatizada, utilizando eletrônica e tecnologia da informação, chamada de Indústria 3.0. E chegamos na Indústria 4.0, quando passamos para a massificação do uso de robótica, sensores, inteligência artificial e a informação na nuvem (cloud),sistemas que se comunicam”, explica Daniel Venâncio, gerente de produtos da Agrosys.

Então, com o advento da Industria 4.0, surgiu a identificação da Avicultura 4.0, que “é a adaptação dos processos de produção tradicionais com o meio digital, tornando as granjas mais “inteligentes” e conectadas digitalmente, integrando dispositivos móveis a equipamentos e periféricos. Com estas adaptações, as granjas transformam, simplificam, otimizam e propiciam mais qualidade de vida ao produtor, além de tornar a produção mais rentável, diminuindo o impacto ambiental, proporcionando bem-estar aos animais e operando com mais precisão, maior eficácia e eficiência, aumentando assim, os ganhos e os lucros na produção”, complementa Gustavo Jaeger Vendruscolo, que é coordenador de comunicação e marketing da Inobram Automações.

A automação de galpões, fomentando por essa evolução 4.0 favorece a melhoria da produção, seja na identificação de problemas, como na tomada de ações mais rápidas, entre elas o controle da ambiência, de modo que favoreça a conversão alimentar e deste modo a produção das aves e dos lotes, descreve Venâncio. ”Tudo voltado para uma precisão de peso, homogeneidade das aves e sanidade animal”.

Mobilidade e automação

Um dos pontos que se sobressai no contexto de evolução da agricultura 4.0 é a questão da mobilidade no campo. “O mundo é movido por aplicativo para controlar tudo, não poderia ser diferente para o produtor rural”, diz Venâncio.

Edson Marangoni, que é Coordenador Comercial da Inobran, comenta que a evolução tecnológica oportuniza ferramentas (aplicativos e sistemas) de controle e monitoramentos, tanto para o produtor, como técnicos e empresas. “A mobilidade entra forte nesta questão. Um dos pontos importantes é o acesso às informações dele [produtor] em tempo real, comparativos de trabalho, linhagem, lotes anteriores, resultados em tempo real. Agilidade na troca de informações com assistência e fornecedores, como solicitação de visitas e abastecimento de rações. Aproximar e apresentar de modo rápido e claro os resultados, solicitações, documentações e informações gerais. Evolução que vem para facilitar e agilizar os processos, tanto nas granjas como na indústria”, complementa Marangoni.

Um projeto bem concebido e estruturado, faz com que o aumento da produtividade seja uma constante neste novo cenário tecnológico, alinhando controle de gestão e tecnologia em estrutura e equipamentos. “A partir daí, o produtor pode fazer uma gestão inteligente da sua propriedade, monitorar diariamente a evolução dos animais, acompanhar o rastreamento dos padrões climáticos e o inventário de suprimentos, evitando perdas e danos, que podem ser vistos a partir de alertas que gerados automaticamente quando existem variações dentro das granjas. Em síntese, o conjunto de tecnologias e novas ferramentas, mostra-se muito eficiente e eficaz em granjas de produção animal, pois a eficiência dos processos produtivos está diretamente ligada aos ganhos da propriedade, tanto econômicos, quanto sociais e até mesmo ambientais”, explica Vendruscolo, que descreve sobre as ações na prática: “os controladores e sistemas inteligentes de sensoriamento e coleta de dados são ligados a um painel elétrico que tem como objetivo controlar todas as ferramentas e periféricos instalados no galpão. Os controladores e sistemas tem como função fazer o controle, monitorar e coletar os dados e enviá-los para a nuvem. Na nuvem, com os dados armazenados, e com a análise com curvas de referências ou dados estipulados, estes são enviados aos dispositivos móveis do produtor. O produtor, por sua vez, de posse de um dispositivo móvel, tendo acesso a internet, pode acessar sua conta e fazer a análise e gestão da sua granja”.

Da porteira para fora

“Os benefícios das granjas 4.0 não ficam mais centralizadas apenas na figura do produtor ou na cadeia produtiva, já que os consumidores também passam a ter inúmeros benefícios nesta nova abordagem. Uma vez que, com as novas tecnologias e integração dos processos implantados, o consumidor passa a ser um agente da produção, pois pode verificar qual a procedência do produto, avaliar suas características, a logística e até a distribuição. Com todos estes fatores, pode-se dizer que todo o processo passa a ser mais transparente e cíclico, ou seja, inicia no consumidor e após todo o processo, termina no próprio consumidor”, descreve o Vendruscolo ao lembrar sobre uma tendência forte e que chega para ficar, que é a rastreabilidade e controle de procedência, altos padrões exigidos pelos mercados consumidores de todo o mundo.

*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 114 (janeiro/fevereiro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

Fotos:


Gustavo Jaeger Vendruscolo, coordenador de comunicação e marketing da Inobram Automações Edson Marangoni, Coordenador Comercial da Inobran AutomaçõesDaniel Venâncio, gerente de produtos da Agrosys

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