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Estreptococose, o desafio dos piscicultores no verão

10/02/2020

Estreptococose, o desafio dos piscicultores no verão

O aumento e intensificação das criações de tilápias trazem novos desafios para a atividade piscícola, incluindo a ocorrência de várias doenças que podem impactar o setor. A estreptococose é a principal doença que acomete a criação de tilápias em todo o mundo. Os surtos de mortalidade desta enfermidade são causados principalmente pela bactéria Streptococcus agalactiae, que geralmente causa problemas durante período de verão, quando a temperatura da água ultrapassa 29 ºC.

O engenheiro de pesca e encarregado do fomento peixes da Copagril, Jean Marcel Schuller, explica que as altas densidades de estocagem aumentam o contato entre os peixes, favorecendo a transmissão de doenças, além de demandar um maior fornecimento de ração e consequentemente aumentam a quantidade de matéria orgânica no viveiro, prejudicando a qualidade de água e diminuindo a imunidade dos animais contra patógenos. Portanto, o aumento progressivo da temperatura da água, somado com altas densidades de estocagem, constituem-se nos principais fatores de risco para a ocorrência desta doença na piscicultura.

“A principal forma de infecção da estreptococose é via oral, dessa forma a bactéria entra na corrente sanguínea pelo intestino do peixe. Em temperaturas da água acima dos 29 ºC, ocorre a diminuição da velocidade de digestão da ração e trânsito gastrointestinal (tempo de passagem do alimento pelo estômago e intestinos),que por sua vez pode fermentar no trato digestivo, levando ao aumento das chances de ocorrer uma infecção por Streptococcus. Por isso, o produtor deve ficar atento nas variações de temperatura durante o dia e corrigir a quantidade de ração fornecida diariamente de acordo com a temperatura da água”, explica Jean. Ele também comenta que somada a esta ação, é essencial que o produtor faça a remoção diária de animais doentes e ou mortos que apareçam em seus viveiros, uma vez que estes peixes liberam grandes quantidades de bactéria na água e favorecem a disseminação da doença para todo o plantel.

O produtor deve observar diariamente o comportamento dos peixes, retirar os animais que apresentam estes sintomas e comunicar o profissional responsável que lhe presta assistência técnica. “A prevenção é a melhor forma para combater as doenças, portanto, o produtor deve ficar de olho nas densidades de estocagem, fornecer ração de qualidade e com manejo de arraçoamento adequado, monitorar e corrigir a qualidade de água, remover peixes mortos e doentes, além de efetuar a limpeza dos equipamentos de manejo dos animais rotineiramente”, descreve Jean.

“Todos os anos ocorrem problemas com estreptococose em tilapiculturas da região Oeste do Paraná. Contudo, percebemos menor incidência da doença em propriedades que possuem maior controle dos fatores que diminuem os riscos de infecção, mostrando que a prevenção ainda é a melhor saída para uma produção economicamente viável e ambientalmente sustentável”, completa o profissional.

*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 113 (novembro/dezembro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

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