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Tecnologia que vem do céu

06/02/2020

Tecnologia que vem do céu

Um dos marcos e também um dos símbolos do atual desenvolvimento tecnológico da agropecuária, em especial na agricultura, é o uso do drone. Um equipamento remotamente guiado que pode ser configurado para seguir as orientações de um “piloto” ou de forma autônoma, capazes de fazer sobrevoos precisos sobre grandes áreas.

Esses pequenos veículos aéreos possuem aplicabilidades bem versáteis na agricultura, algumas como auxiliar no processo de pulverização da lavoura, monitorar a propriedade e a plantação, auxiliar em atividades de telemetria, entre outras. As principais construções mecânicas abarcam um sistema de computador, um GPS e uma câmera. Essas câmeras tiram fotos e realizam filmagens que podem ser usadas para detectar problemas na plantação, como doenças, falhas, plantas voluntárias, deficiências foliares e por meio de sensores fazer a identificação de insetos. As aplicações são inúmeras e o desenvolvimento dessas tecnologias trazem novas possibilidades a cada dia.

“A grande questão ainda é como utilizar essas ferramentas e a disseminação dessas informações. Como no caso do drone, temos muitas empresas e instituições trabalhando com a pesquisa e desenvolvimento. Na nossa região há professores trabalhando com identificação de plantas daninhas e também sabemos de uso nos estudos de conservação de solos. Já observamos ensaios com identificação de pragas e sintomas foliares, que por meio do drone é possível identificar manchas foliares a partir das reboleiras”, explica o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Oeste do Paraná (Asseapar),Jullian Luiz Stülp.

Ele comenta que o uso do drone ainda é uma questão de informação a ser difundida e também de tempo de adaptação dos produtores. “A partir do momento que o uso passar a ser mais difundido entre os profissionais e essa ferramenta estar mais visível nos treinamentos e encontros técnicos, mais próximo estará do produtor”, aponta.

Stülp reforça que o uso colaborará no rendimento operacional na agricultura, mas os resultados dependem do conjunto técnico. “A operação do drone pode ser feita por qualquer um que tenha esse conhecimento, mas a tomada de decisão deve ser do engenheiro agrônomo, do profissional com o conhecimento técnico adequado. A identificação, a consultoria e a recomendação devem partir do profissional para ter uma segurança mais assertiva no método de manejo e operação a campo”, completa.

*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 113 (novembro/dezembro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

Fotos:


Presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Oeste do Paraná (Asseapar),Jullian Luiz Stülp.

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