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O suíno come porque bebe

30/01/2020

O suíno come porque bebe

O suíno come porque bebe e isso muitos produtores já sabem, mas o grande diferencial para uma boa conversão e saúde animal também está na qualidade da água. A disponibilidade mantém a hidratação, colabora no consumo de ração e também na regulamentação da saúde.

As características de pH, cloração e temperatura da água são tão importantes que influenciam na mortalidade e qualidade do plantel. Quando a água está mais palatável (agradável no sabor),o suíno bebe mais e melhor, assim vai comer mais e dessa forma vai estar melhor nutrido e melhor medicado, explica o médico veterinário da Copagril, Huillian Zecchin – que trabalha na assistência técnica dos produtores integrados no sistema creche. “Com água de melhor qualidade – com o pH, cloração e temperatura adequados - o animal vai beber mais e por isso vai comer mais ração, assim vai ter melhor imunidade às doenças e por consequência favorece o desenvolvimento corporal”, comenta Huillian.

Os produtores Rogério e Marlene Mendes, da Linha Vorá em Marechal Cândido Rondon, atuam na produção no sistema de creche com, em média, 7,5 mil animais e sabem bem da importância da qualidade da água. Conforme eles destacam, após a implementação das práticas de gestão da água houve uma mudança visível na qualidade dos animais, inclusive com bons resultados na diminuição da mortalidade dos suínos. “Depois que começamos a trabalhar com o monitoramento da qualidade da água houve uma grande diferença, com resultados visíveis nos animais. Já são cinco lotes com as mudanças implementadas e percebemos redução na mortalidade e animais mais saudáveis”, analisa Marlene ao se referir sobre o dosador automático de ácido e a cloração
na água.

A granja da Família Mendes já integra o grupo de propriedades Certificadas no sistema de integração com a Copagril, seguindo a normativa da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar),documentação e boas práticas de produção. Apenas Rogério e Marlene trabalham na granja, mas contam com o apoio e incentivo dos filhos Lucas, que está na faculdade de agronomia; Luan, que está no colégio agrícola; e a caçula Larissa, de sete anos.

Rogério e Marlene têm o apoio técnico da equipe da Copagril e enaltecem a parceria no trabalho do dia a dia. Uma das ações propostas pela equipe foi a implementação do dosador automático de ácido e que proporcionou melhoras na granja. Huillian explica que o equipamento regula o pH da água que vai para os animais e a acidificação da água estimula o seu consumo, consequentemente melhorando a hidratação e o consumo de alimento pelos leitões. “Os ácidos reduzem o pH no trato gastrointestinal ajudando a criar um ambiente intestinal favorável ao desenvolvimento de microrganismos probióticos e inibem o desenvolvimento de microrganismos patogênicos. Também, há o desenvolvimento da mucosa intestinal aumentando o tamanho das vilosidades e a profundidade das criptas melhorando assim a absorção e digestão dos nutrientes. A ação antimicrobiana acontece devido a diminuição da capacidade de aderência das bactérias na
parede intestinal”, explica.

O médico veterinário da Copagril ainda acrescenta que, junto com os manejos diários realizados corretamente, a melhoria na qualidade da água com acidificantes e a cloração leva a diminuição da mortalidade e favorece a Conversão Alimentar, assim, melhorando o resultado do produtor.

Rogério também comenta sobre os cuidados com a água e as práticas de certificação adotadas na propriedade. “Fizemos várias melhorias e mudamos o manejo, muitos acham que é mais trabalho, mas na verdade não é. É o contrário. É menos trabalho porque o animal sadio é mais forte e assim precisa de menos trabalho com medicamentos e manejo”, diz o produtor.

Acompanhamento

A implementação do manejo da qualidade da água é uma proposta da equipe da
Copagril para oportunizar melhores resultados ao produtor
por meio de animais mais
saudáveis.

Os médicos veterinários e técnicos da Copagril realizam o acompanhamento nas propriedades e conforme Huillian lembra, todos estão equipados com materiais de medição do pH, temperatura e cloro, em qualquer ponto da distribuição, seja na caixa ou nas biqueiras.

“Esse acompanhamento é importante pois assim temos mais controle de todo o processo e podemos fazer os ajustes quando necessários”, complementa o médico veterinário.

*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 113 (novembro/dezembro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

Fotos:


A granja da Família Mendes já integra o grupo de propriedades Certificadas no sistema de integração com a CopagrilRogério e Marlene tem o apoio técnico da equipe da Copagril e enaltecem a parceria no trabalho do dia a dia

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