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Biosseguridade: um caminho sem volta

20/12/2019

Biosseguridade: um caminho sem volta
Adriana Kunz fez das práticas de biosseguridade uma rotina na propriedade

A biosseguridade pode ser definida, de maneira simples, como o conjunto de práticas adotadas para reduzir a entrada e transmissão de doenças no sistema produtivo. Quando nos referimos à avicultura de produção comercial, tratam-se de medidas para prevenir e evitar a entrada de patógenos que podem afetar a sanidade, o bem-estar e os rendimentos produtivos das aves. O Brasil iniciou há vários anos um processo de adaptação e melhoramento em toda a cadeia de produção de aves e hoje, conforme destaca o médico veterinário Paulo Raffi*, o nosso produto (a carne de frango) é competitivo no mercado exterior, reflexo também da biossegurança na produção e “esse é um caminho sem volta, nosso produto é cada vez mais competitivo e o mercado cada vez mais restrito”, revela o especialista ao ressaltar as regulamentações sanitárias exigidas pelos países importadores que condicionam a produção de alto padrão. “O Brasil é o maior exportador mundial, nosso produto é exportando para mais de 160 países, precisamos atender um mercado consumidor que está cada vez mais restrito. As ações de biosseguridade chegaram para ficar e ainda temos mais espaço para melhorar”, destaca Raffi.

A Copagril trabalha a biosseguridade junto aos seus cooperados nas diversas atividades, como ferramenta de qualidade e respeito ao modelo de produção de alto padrão. A avicultura também integra esse sistema e o grande aliado para conquistar os melhores resultados é o produtor rural, que está diretamente ligado à produção das aves. O encarregado do Fomento Aves Copagril, Gleisson Trentini, faz uma comparação com o mesmo discurso do Paulo, segundo eles, a biosseguridade é como uma corrente. “É uma corrente com vários elos, cada elo dessa corrente é uma das ações que precisam ser realizadas para um efetivo resultado de segurança sanitária. Se um dos elos não funcionar - estiver quebrado - a corrente se rompe”, explica.

Trentini ainda comenta que a Copagril tem uma equipe técnica qualificada e trabalha em toda a cadeia de produção e industrialização do frango com o propósito de assegurar e fornecer ao consumidor um produto de qualidade sanitária adequada, atendendo o mercado nacional e internacional com exportação para mais de 60 países.

O encarregado também fala que o assunto biosseguridade é tema para várias páginas e várias matérias e ainda revela que o assunto parece complicado, mas quando efetivamente aplicado na granja e quando convertido em ações regulares, torna-se parte do modelo produtivo. “Nossa equipe acompanha o produtor, faz as orientações e ainda temos vários materiais de apoio, bem como uma política de bonificação para produtores em conformidade com as políticas de biosseguridade”, complementa.

Acompanhamento

O médio veterinário da Copagril, José Otávio Ghedin, está trabalhando nas avaliações realizadas nas granjas de produtores integrados da Copagril para fazer o levantamento das barreiras sanitárias. Conforme ele explica, é um check-list que avalia o status de cada propriedade levando em conta as estruturas, ações e práticas de manejo. “Avaliamos as medidas que garantem a segurança da propriedade e das granjas, fazendo o acompanhamento e orientação”, explica. Ele ainda reforça que o objetivo é trabalhar para que a biosseguridade seja uma prática rotineira e funcional, de modo que se torne parte do manejo dentro da granja.

“É o feijão com arroz que faz a diferença” comenta Karin Schneider, zootecnista da Copagril, que faz o acompanhamento dos produtores do fomento aves. Ela confirma que os resultados de biosseguridade estão diretamente relacionados ao dia a dia na propriedade, ao cuidado no manejo e estrutura, seguindo as orientações e mantendo a atenção em todas as etapas. “Vemos a diferença e o produtor também, ele percebe no resultado final em produção, qualidade e rentabilidade do lote. Essa diferença está em planos de ação eficientes e regulares, com o controle a atenção à biosseguridade no dia a dia de trabalho”, afirma.

Na propriedade

A cooperada da Copagril, Adriana Aparecida Kunz, da Linha Ajuricaba em Marechal Cândido Rondon sabe bem sobre a importância da sanidade na produção avícola. Ela é acompanhada pela zootecnista Karin e “vestiu a camisa” da biosseguridade na propriedade. “As atitudes e ações que tomamos são em benefício próprio, é o cuidado do dia a dia. O arco de desinfecção, a limpeza, organização e o cuidado que refletem em bons resultados. Com uma boa segurança sanitária também temos um lote cada vez melhor e ainda agregamos em valor final”, descreve ela que alcançou umas das melhores notas na avaliação de biosseguridade.

Resultados que, como comenta Adriana, refletem em ganhos para o produtor e para toda a cadeia de produção. Afinal a qualidade do lote no campo resultará em qualidade na indústria e assim em garantias para o consumidor final, que conforme lembrou Paulo Raffi, está cada vez mais exigente e atento à qualidade na produção do alimento. Por isso, biossegurança é uma prática que chegou para ficar, é “um caminho sem volta”.

Essa matéria foi divulgada na Revista Copagril Edição 112 (setembro/outubro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

Fotos:


Práticas de higienização e desinfecção são adotadas para todas as pessoas e veículos que acessam as granjas(esq. para dir.) Médico veterinário da Copagril, José Ghedin; colaboradores da granja, Vaudir Nazario e Noeli da Silva; proprietária Adriana Kunz; e a zootecnista Karin Schneider

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