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Cooperativas entregam pauta de reivindicações para a Copel

08/02/2019

Cooperativas entregam pauta de reivindicações para a Copel

Durante evento realizado no estande da Itaipu, no Show Rural Coopavel, no fim da tarde desta quinta-feira (07), o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, recebeu do presidente da Copagril e diretor da Ocepar, Ricardo Sílvio Chapla, um ofício com várias propostas para contribuir com a melhoria na rede de distribuição de energia elétrica e os diversos entraves enfrentados pelo setor produtivo.

Entraves

No documento assinado pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken e entregue ao presidente da Copel, são colocados alguns dos principais entraves que as cooperativas enfrentam:

1. Falta de investimento na expansão e modernização das redes. Ainda hoje existem linhas de distribuição monofásicas que não comportam a demanda nas propriedades rurais, devido ao aumento de tecnologia nas atividades pecuárias e a presença de pequenas agroindústrias.

2. Linhas de transmissão. Ainda são muitas as linhas de transmissão com 69 kv. Essa tensão não suporta a carga atual do sistema, sendo necessária a construção de novas linhas com tensão de, ao menos, 138 kv. Como exemplo, de Campo Mourão a Palotina passando por Goioerê - Assis Chateaubriand - Toledo.

3. Afundamentos e oscilação de tensão. Os constantes afundamentos de energia têm resultado em perda de equipamentos, elevados gastos com geradores a diesel e tempo ocioso de desligamento e religamento das máquinas nas indústrias. As oscilações que ocorrem nas propriedades rurais muitas vezes danificam os geradores e põem em risco lotes inteiros de suínos e frangos, trazendo prejuízo ao produtor, ao integrador, ao meio ambiente, devido à necessidade de dar uma destinação adequada às carcaças e, por fim, à população em geral.

4. Manutenção das redes. A demora na realização de manutenção e reparos das redes de distribuição e transmissão, sobretudo nas áreas rurais, ocasiona diversas perdas ao setor produtivo, também expondo lotes inteiros ao risco.

Propostas

As cooperativas apresentaram cinco principais propostas à Copel:

1. Instalar novas linhas de transmissão, troca de cabos e transformadores.

2. Revisar o modelo de manutenção do sistema pela Copel.

3. Criar programa de parcerias para geração de energias renováveis, explorando potenciais de geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), parques eólicos, centrais de geração fotovoltaica, biomassa e biodigestores.

4. Incentivar a geração distribuída para aumentar a oferta de energia junto à carga, melhorando a qualidade da energia oferecida.

5. Que a Copel se posicione favoravelmente a sanção pelo governador do Projeto de Lei nº 547/2018 que torna permanente o desconto de 60% na tarifa noturna.

Energia rural

Outro assunto que preocupa os dirigentes cooperativistas é com relação ao Decreto 9.642, assinado pelo presidente Michel Temer, no dia 28 de dezembro de 2018, que retira gradualmente os subsídios na energia elétrica para os agricultores.

O decreto prevê prazo de cinco anos para que os benefícios do setor elétrico deixarão de existir.

O secretário da agricultura, Norberto Ortigara, que também participou da reunião com a diretoria da Copel, afirmou que o setor precisa se mobilizar para reverter os reflexos “nefastos” deste decreto presidencial. "Num curto prazo de tempo os custos para produção irão aumentar em 20% trazendo reflexos também nos preços dos alimentos", lembrou. A medida adotada, além de impactar diretamente produtores de aves e suínos, prevê ainda a eliminação de descontos tarifários acumulados concedidos a irrigação e aquicultura, que permitia que um mesmo consumidor tivesse acesso aos dois subsídios ao mesmo tempo. Desta forma, a atividade de irrigação no horário entre 21h30 e 06h00 da manhã passa a ter desconto sobre a tarifa B1 que é a mesma tarifa usada para calcular o desconto para os consumidores rurais. Antes do decreto de Temer, os produtores tinham um desconto aproximado de R$ 150,00 a cada 1000 kWh consumidos. Se levarmos em consideração que uma pequena propriedade tenha este consumo mensal (1000 kWh), em 12 meses a conta de energia aumentará cerca de R$ 1,8 mil, despesa extra que sairá do bolso dos produtores.

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