O Instituto Meteorológico Simepar tem previsão de que deve chover acima de 200 milímetros até a próxima sexta-feira (17), em várias regiões do Paraná.
As chuvas de julho - que já se caracteriza como o mais chuvoso dos últimos 18 anos, levando em consideração os primeiros 13 dias do mês - já vêm provocando cheias no Rio Iguaçu e no Rio Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina, em Foz do Iguaçu. Há alerta de inundações.
Ontem (13) a Defesa Civil do Paraná levantou que em Londrina, cerca de duas mil pessoas foram atingidas pelas chuvas. Em Umuarama ocorreu o mesmo e o Poder Executivo decretou situação de emergência.
Em Francisco Beltrão, no sudoeste, a tempestade atingiu 60 casas e houve registro da formação de um tornado, sendo que pelo menos cinco casas foram arrancadas do lugar, na área rural do município. A tempestade arrastou caminhões, carros, derrubou árvores e postes, além de matar animais. Há também registro de estragos nas cidades de Barracão, Ampere, Santo Antônio do Sudoeste, Pranchita e Bom Jesus.
Lavouras
Na região Oeste do Paraná, a preocupação é com as lavouras de milho safrinha, já que havia ótimas condições de produtividade este ano. Conforme o engenheiro agrônomo da Copagril, Edimar Oswald, já houve um volume relativamente alto de precipitações em junho, sendo que agora em julho a quantidade de chuva foi grande em um curto período. Segundo ele, o intenso período de chuvas pode tornar a planta mais frágil, facilitando o acamamento. “Pelo menos as chuvas dos últimos dias não vieram com ventos fortes e nem granizo”, ameniza.
A preocupação maior agora diz respeito à colheita e a possibilidade de brotamento de espigas. A estimativa é que 60% da safra ainda precisa ser colhida na área de abrangência da Copagril.
O acumulado de chuvas na microrregião varia de 250 a 407 milímetros neste mês de julho.
Hidrelétrica
Nas Cataratas do Iguaçu, a vazão chegou, na segunda-feira (13), a 4.100 metros cúbicos de água por segundo (m³/s), três vezes e meia acima do volume normal, que é de 1.200 m³/s. Pela manhã, a Itaipu registrou o pico do vertimento dos últimos quatro dias, com 8.532 m³/s.
O excesso de chuvas fez a Hidrelétrica de Itaipu abrir os vertedouros no fim de semana passado. No domingo, o volume de água que saía das comportas de Itaipu chegou a 7 mil metros cúbicos por segundo, cinco vezes acima da média registrada nas quedas das Cataratas do Iguaçu.
Depois vem frio
Para o Simepar, os altos índices de chuva no mês de julho são uma situação atípica para esta época do ano, quando normalmente os dias são mais secos e frios.
Na próxima sexta-feira (17), depois de toda a situação de chuva, uma massa de ar polar deve chegar ao Sul do País, causando resfriamento em todas as regiões paranaenses.