O Paraná é um dos 12 estados brasileiros que adota o vazio sanitário da soja como medida preventiva contra a ferrugem asiática. Neste ano, de 15 de junho a 15 de setembro, nenhum pé de soja, nascido de forma voluntária ou não, pode existir em lavouras e áreas de armazenagem, beneficiamento, comércio, industrialização, movimentação ou transporte de soja.
A ação envolve produtores rurais, órgãos fiscalizadores e empresas para reduzir os casos de ferrugem nas próximas lavouras e reduzir a aplicação de fungicidas, diminuindo os custos de produção.
Quem fiscaliza o vazio no estado é a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), com visitas de rotina ou por meio de denúncias. Segundo o engenheiro agrônomo Ricardo Moraes Witzel, fiscal da Adapar, em 2015, a fiscalização deve ser amplificada. “Dados dos anos anteriores revelam que a maioria das infrações ocorre no início do vazio, com as lavouras de desenvolvimento tardio, e no fim do inverno, em meados de agosto, quando a temperatura começa a aumentar”, comenta. O fiscal ressalta que a colheita da soja pode, sim, ocorrer depois de 15 de junho. “Desde que as plantas sejam dessecadas antes do início do vazio, assim, sem atividade fisiológica, não são consideradas vivas”, complementa.
A responsabilidade de cumprir respeitar o vazio sanitário envolve proprietários, arrendatários, parceiros ou possuidores de qualquer área ou instalação onde houver cultivo, colheita, armazenagem, beneficiamento, comércio, industrialização, movimento ou transporte de soja. A ferrugem asiática a planta, provocando a queda das folhas e prejudica a formação do grão, diminuindo drasticamente a produtividade. Por isso, todos os produtores devem seguir a risca as recomendações e colaborar com a produtividade das lavouras no seu entorno.