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Os bastidores de uma partida de futsal

31/12/1969

Nei Lautenchleger, mais conhecido como Tanaca, exerce uma tarefa fundamental para os bons resultados da equipe rondonense

Não é apenas de treinos com bola, musculação e preparação tática que se faz uma competição de futsal. Antes do apito inicial, há muito para ser feito, desde a organização dos ginásios e da equipe que trabalha para as torcidas serem bem atendidas, até a seleção do material e dos uniformes para os atletas.

Desde 2011, a equipe Copagril/Sempre Vida/Marechal Cândido Rondon conta com um suporte fundamental, responsável por parte da infraestrutura do time, reconhecida como exemplo em todo o país. “Eu sou sempre o primeiro a chegar e o último a sair”, revela Nei Lautenchleger. Mais conhecido como Tanaca, ele é o responsável pelos uniformes e materiais de treino e jogo e garante que faz todos os jogadores – e o restante da equipe técnica – andarem na linha. “Eu gosto de tudo organizado e tem coisas que ninguém mexe, só eu”, revela.

Eram 15 horas do último dia 31 e o vestiário e o material utilizados na partida de ida do campeonato paranaense, que começou cinco horas e quarenta minutos mais tarde, já estavam preparados. “Os jogadores chegam aqui, se trocam e estão prontos, porque eu já deixo o material arrumado, uniforme, meião, atadura para quem precisa, eu sei exatamente o que cada um vai usar”, conta. Tanaca ainda confessa que muitos dos jogadores são bastante vaidosos. “Cada um tem seus pertences, trazem uma necessaire com shampoo, creme e as coisas que usam. Acho que todo atleta tem essa vaidade, mas ainda bem, se não ia virar uma bagunça”.

Seja como roupeiro, atendente, mordomo e massoterapeuta, o trabalho desempenhado por Tanaca é fundamental, conforme afirma o supervisor da equipe, Eduardo Santana. E se engana quem pensa que a função do mordomo é servir. De acordo com o dicionário Michaelis, este trabalho tem a ver com administrar bens, ser responsável. “É um cargo que nem sempre é valorizado pelos outros times, mas faz toda a diferença. Ele está praticamente em tempo integral a disposição da equipe”, conta Eduardo.

Muitas vezes, este cuidado com os materiais e o espaço utilizado para os treinos e jogos é o que difere um time profissional de um amador. Os próprios jogadores acabam se sentindo mais valorizados, por terem a oportunidade de focar apenas em melhorar o próprio desempenho e a integração em quadra.

A relação profissional de Tanaca com o técnico Marquinhos Xavier começou no Rio Grande do Sul, em 2008. “Me impressionou o comprometimento no trabalho e com as coisas da equipe. Ele é acima da média e com certeza faz muito por todos nós. Fiel, organizado e acima de tudo muito disciplinador, cobra do atleta o cuidado com o material que recebem”, conta o técnico. “Ele cuida de tudo como se fosse dele”. Marquinhos ressalta, ainda, a boa relação do profissional com o restante do time. “Que ele possa estar por aqui por muito tempo, será sempre um privilegio para todos nós”.

E, amanhã (8), o time de Marechal Cândido Rondon viaja a Cascavel, para mais um desafio. É o dia da decisão do campeonato paranaense. E, mais uma vez, Tanaca estará por lá, deixando tudo pronto para os jogadores entrarem em quadra e, depois, se tudo der certo, comemorarem a vitória. Mas, claro, sem fazer (muita) bagunça.

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